sábado, 26 de dezembro de 2009

O TEMPO

O tempo vai engolindo o tempo
Numa corrida apostada
Contra a própria vida

Os ponteiros giram, em vendaval
Areia desliza pelo vão
Soterrando as memórias

Sob tantos tiros de realidade
Ainda nos perguntamos:
"Haverá sonhos para sonhar
Quando as luzes se apagarem??"

Nossos olhos fundos
Expressam a incerteza
"A que horas acordaremos
Se as luzes não se acenderem??"

O tempo é criança
O tempo é adulto
O tempo é fugaz
Mais parece um vulto...

O tempo não espera
O tempo não cede
O tempo nos olhos
De quem se despede...

Um comentário:

  1. Foda. Gostei das coisas que vc escreve, não sabia que escrevia tanto assim.
    Outra coisa que eu gostei nesse texto é o detalhe do seu nome...

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