Domingo foi a festa de aniversário do meu amigo e guitarrista Leo.
Foi foda pra caralho. As jams da galera, tocando Gilgamesh, Offspring, Pitty, Dir en grey, Michael Jackson e tudo o que tu puder imaginar; farra na piscina, cerveja pra caralho, show da B!!, papos filosóficos no porto, ir pro boteco dos fundos da ilha de cueca. Dois dias fodas pra caralho, longe do mundo real.
Ir lá é sempre uma viagem no tempo, é sempre um momento de reflexão pra mim, ao mesmo tempo gostoso e triste. Revivo um pedaço do que talvez seja a época mais importante da minha vida, mas que nunca mais volta a ser como era, infelizmente. Tantos anos se passaram, e não ser recebido pelo Shin-chan com um coco na boca, olhar praquele sofá e não ver aquele grande cara sentado, pedindo um cigarro, aquela sala sem o piano, aquele templo sem o gongo e sem o shamisen, tudo isso ainda parece estranho e surreal. Não tem mais Bonde do Texugão, não tem mais cundê-raraundéum. Sentado no porto na noite de domingo, fiquei pensando pra onde vão essas lembranças, e como o agora também converter-se-á em memória daqui a uns anos. O que vai sobrar disso tudo quando nenhum de nós estiver mais aqui?? O que eu vou dizer pra Deus quando eu morrer e for pro "céu"?? O céu, pra mim, é essa vida que eu tenho aqui. Com a minha família de sangue, e com meus irmãos de escolha. As vezes, pens que não quero conhecer nada diferente disso.
Foram só 2 dias. 2 dias de volta a eternidade.
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